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A GRANDE LIÇÃO DA PANDEMIA DO COVID-19

  • Foto do escritor: Marcella Azevedo
    Marcella Azevedo
  • 16 de abr. de 2023
  • 2 min de leitura

Nos últimos tempos, a humanidade tem cada vez mais aplaudido os bem feitos da ciência. Ao olhar para a História, é possível notar que de fato alcançamos um patamar que trouxe muitos avanços científicos. Na era da modernidade, em meados do século XVII e XVIII, o método científico foi desenvolvido através dos estudiosos que buscaram compreender a natureza. Não havia uma clara separação entre religião e ciência, para muitos, a ciência era uma forma de compreender a natureza e a obra divina. Foi apenas no final da segunda metade do século XIX e início do século XX que o avanço científico adquiriu de fato uma autonomia, colocando um ponto final na sua relação com a Teologia.


Com todos estes adventos, uma coisa ficou clara, quanto mais o homem busca explicar o universo a partir de suas teorias, menos ele tende a precisar recorrer as intervenções divinas. Os aplausos da humanidade dedicado a ciência tem colocado Deus em um espaço cada vez mais reduzido. Obviamente o conhecimento científico não invalida o conhecimento do ser de Deus, ainda que cada uma em seu espaço possua um papel específico a ser desempenhado para a construção de um mundo melhor e mais digno para se viver.


Entretanto, diante deste cenário pandêmico, onde o uso das máscaras tem revelado a importância de não apenas praticar o ato do “olho a olho”, mas também a valorizar a força da expressão do olhar, é possível compreender que frente a este vírus não há privilegiados, o homem tropeça na realidade da vulnerabilidades do seu corpo e assim, se depara com a finitude da vida nesta terra. Ainda que a ciência traga novas descobertas de forma progressiva, ela não pode se tornar o centro da nossa esperança.

A vida cristã é um convite a reflexão teológica que até hoje continua concedendo razão a esperança na medida em que somos impelidos por ela na construção do Reino de Deus, ao invés de reduzir a Deus, passamos a conhecer a Deus e essa é uma construção pautada em verdades absolutas que trazem lucidez e criticidade ao enxergar o mundo. E, isso nos permite viver com autenticidade, servir com amor e por amor, porque pautamos nosso ser na esperança cristã que possui uma relação profunda com Deus, “e a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Romanos 5:5).


Eis a nossa missão, esperançar, ainda que a ciência possua sua importância, nosso coração deve estar no lugar certo, fundado na ressurreição de Cristo, crendo sempre que Deus sabe transformar tudo o que ele quiser em bem, afinal de contas, até do túmulo, ele fez sair a vida! ✨

~ Marcella Azevedo

 
 
 

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