A LIBERDADE RESIDE NA SOLITUDE
- Marcella Azevedo

- 16 de abr. de 2023
- 2 min de leitura

É na solitude que abro a minha alma e compreendo o quão fundamental é este exercício para a manutenção da minha liberdade.
Mas em meio a este mundo, torna-se tão difícil silenciar a mente! Quanto barulho, quanta informação, quanto falatório, quanta pressão que tenta me levar para longe de mim, longe da minha verdade, longe da minha realidade.
O que chamam de diversão, eu chamo de fuga, porque ao se instalarem no silêncio, os gritos da verdade que não querem ouvir vem à tona e eles são recusados. E essa verdade convoca ao rompimento de um gênero de vida contrário às leis mais profundas da consciência. Essa é a chamada cegueira voluntária que ao invés de libertar, aprisiona.
Entretanto, eu quero a liberdade e ela me quer. Precisamos caminhar juntas de mãos dadas. Para isso, me silencio e este silêncio implica a solitude, não a solidão.
Entro para meu quarto, fecho a porta e aqui estou. És bem-vinda solitude!
Então Recito mentalmente as palavras do teólogo Paul Tillich “a linguagem criou a palavra solidão para expressar a dor de estar sozinho. E criou a palavra solitude para expressar a glória de estar sozinho”.
Glória esta que é manifestada através do silêncio que me conduz ao encontro do meu mundo interior. Uau, que território sagrado! Assim, desfruto da oportunidade de alcançar a plenitude da liberdade que me faz reconhecer as minhas mazelas interiores – soberba, egoísmo, ira, orgulho, vaidade (…). Logo, decididamente, a graça me ajuda a pisar nelas, porque é isso que eu quero, é para isso que eu fui feita.
Agora, consigo marchar avante em busca de permanecer em tudo aquilo que a maravilhosa graça de Deus me oferece. Então, assim consigo caminhar no amor; na coragem; na força; na piedade, transformando deste modo o meu mundo em uma morada habitável e acolhedora — o meu lar!
~ Marcella Azevedo



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